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JARAGUÁ KUNHANHGUE OUGA'A​​

o jogo das mulheres do Jaraguá

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de 31 de maio

a 31 de agosto de 2025

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no Museu do Futebol​
 

  • Terça a domingo, das 9h às 17h

  • Sala Osmar Santos - Exposição Temporária

  • Classificação indicativa livre.

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>>> ACESSIBILIDADE

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Obra: Tangará Mirim, 2025

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RELATO DA ARTISTA

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​Transcrição de entrevista de Tamikuã Txihi em Território Guarani

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" Meu nome é Tamikuã Txihi em Pataxó. Em Guarani, meu nome é Kerexu Rete. Tem 11 anos que moro aqui na Terra Indígena Jaraguá, onde faço parte da recuperação física [da floresta] e do trabalho espiritual aqui na Tekoá Itakupé. Eu cheguei com o seu Ari, é um xeramoi, um avôzinho que recuperou esse território em 2005, depois ele sai com a reintegração de posse e volta em 2013. Com essa volta, encontrei ele na luta, e ele falava: olha, eu preciso muito que jovens como você possam nos ajudar, fortalecer. Então (...) eu vim fazer uma visita e, como no meu território eu já morava num pico também, e de Mata Atlântica, que é na terra indígena Caramuru Paraguaçu, no pico do Picolé, na Bahia, eu vi a necessidade de fortalecer também aqui, nessa recuperação da plantação, do cuidado do solo, mas também com o fortalecimento da arquitetura tradicional, através do barro, através das construções, dando força para as mulheres.  E foram as mulheres guaranis que me abraçaram nesse fortalecimento da recuperação do jardim da vida [floresta].”​
 

"Onde antes, em 2014 era só capim braquiária, hoje a gente vê a floresta brotar, os bichinhos preguiça voltar. Hoje a gente vê cachorros do mato virem aqui, gatos do mato também, a gente vê muitas aves. A gente cria lagos onde não tem água, trabalhando com a água da chuva. Então, estar aqui foi essa caminhada da recuperação do nosso território, porque hoje se chama São Paulo, ou Bahia, mas antes era um território só, e esse território com certeza era território que meus avós, onde meus ancestrais andavam. E a gente não tinha isso como propriedade privada da terra, ou dividindo os pedaços da nossa floresta ou da nossa casa. Não. Então, caminhar nesse território e estar aqui é fortalecer e honrar a memória de luta das minhas ancestrais que nesse território caminharam e que hoje a gente reconhece como território guarani, a partir da luta, a partir da resistência. Então, estar pintando essa obra a convite das Mulheres Guaranis pra mim é uma alegria, né? Porque é um respeito que elas veem no meu trabalho, nesse compromisso que eu tenho da recuperação. Então, isso é muito importante."

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edição do áudio: Luara Oliveira

fotografia da artista: Maíra Vaz Valente

fotografia da obra: Roney Freitas

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Português
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Guarani
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Guarani
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